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ToggleA realização de um parto seguro, tanto para a mamãe quanto para o bebê, é a principal preocupação dos casais grávidos.
Em um cenário perfeito, quando estamos nos aproximando da data provável do parto, a tendência é que o bebê fique numa posição cefálica, ou seja, de cabeça para baixo, já se preparando para o momento do nascimento.
Mas, você sabia que em 3% a 5% dos casos, acontece do bebê permanecer numa posição pélvica, ou seja, sentado?
Pois é, e isso causa muita preocupação às mamães, pois caso o bebê não vire a tempo do parto, isso pode ser o motivo para a indicação de uma cesariana.
Para que possamos entender melhor sobre este tema, eu trouxe hoje um texto completo falando sobre a possibilidade ou não da realização de um parto normal nestes casos.
Principais motivos
Algumas pesquisas na área já foram feitas sobre os motivos que levam o feto a permanecer pélvico no final da gestação.
Porém, ainda não se chegou a um consenso sobre isso, mas existem alguns fatores que contribuem para este fato e que são indícios comuns entre algumas gestantes, por exemplo:
- Multiparidade (mais de uma gravidez).
- Gemelaridade (dois ou mais fetos na mesma gestação).
- Muito ou muito pouco líquido amniótico.
- Malformações do útero ou útero com miomas.
- Placenta prévia (condição em que a placenta se encontra muito baixa no útero, de modo que a abertura do útero é parcialmente ou totalmente coberta).
O que fazer nestes casos?
Sendo causa de medo e apreensão das mamães, o parto pélvico é apenas mais um dos diferentes tipos de parto existentes.
No entanto, diferente de outros tipos de parto, no parto pélvico o risco de morbidade e de complicações fetais e neonatais aumenta em 33% e de morte do bebê em 27%.
Mas, calma, porque quando o bebê está pélvico, temos algumas alternativas até chegar ao dia do parto, são elas:
- A primeira delas é esperar o bebê virar. Até 32 semanas, em torno de 97% dos bebês viram, mas outra grande parte deles ainda viram nas semanas 39/40.
- A gestante pode fazer uma série de exercícios conhecidos como spinning babies para estimular o bebê a virar.
- Há também outro procedimento chamado VCE (Versão Cefálica Externa) que pode ser uma ótima opção quando o spinning babies não for o suficiente.
A VCE é um procedimento realizado no hospital, com mais ou menos 37 a 38 semanas, para o bebê virar. A paciente é medicada para que seu útero fique mais relaxado e, assim, a equipe médica tenta virar o bebê com as mãos, até deixá-lo na posição cefálica.
Se ainda assim o bebê não virar, a mãe receberá uma indicação formal de cesariana por parte da sua equipe médica.
Pode nascer em parto normal?
Já adianto que a resposta a essa pergunta é: SIM!
Existem alguns protocolos médicos que dizem o seguinte: “Mulheres bem esclarecidas, com bebês pequenos ou que já tiveram outros partos, podem ser orientadas sobre o aumento desse risco e, se estiverem conscientes, têm a opção de escolha do tipo de parto”.
Portanto, mamãe, se seu desejo é ter seu filho de parto normal, saiba que é possível sim! Desde que ambos estejam saudáveis e que a gestante esteja fazendo um acompanhamento pré-natal de qualidade e com um médico de confiança e experiente em partos pélvicos, a probabilidade da ocorrência de complicações desse tipo de parto pode ser bastante reduzida.
Portanto, não há motivos para medo ou apreensão, pois eu mesma já realizei partos naturais e normais em que o bebê estava sentado e foram um sucesso!
As complicações
É importante saber que tanto o parto vaginal quanto a cesariana têm certos riscos quando um bebê é pélvico.
No entanto, o risco de complicações é maior no parto vaginal, sendo as principais delas:
- No parto pélvico, o corpo vem em primeiro lugar, deixando a cabeça do bebê por último. Assim, o corpo do bebê pode não dilatar suficientemente o colo do útero para que haja espaço para a cabeça do bebê sair facilmente.
- Se houver pressão ou compressão sobre o cordão umbilical, pode haver diminuição do fluxo de sangue e oxigênio para o bebê.
- Há o risco de que a cabeça ou os ombros fiquem presos aos ossos da pelve da mãe.
- Prolapso do cordão umbilical para dentro da vagina.
Já as complicações que podem ocorrer durante uma cesariana são:
- A cesariana, como qualquer cirurgia, pode ser complicada por infecção, sangramento ou lesão de órgãos internos.
- O tipo de anestesia utilizada pode causar problemas.
- Uma cesariana também pode levar a problemas em futuras gestações, como a ruptura do útero e complicações envolvendo a placenta.
- Após cada cesariana realizada, todos os riscos aumentam.
Conclusão
Atualmente, a maioria dos bebês pélvicos nascem por cesariana eletiva, mas o parto vaginal (normal) de um feto em apresentação pélvica pode ser considerado em algumas situações sim.
Se você está pensando em ter um parto vaginal e seu bebê está sentado, seu(sua) médico(a) irá avaliar os riscos e benefícios do parto vaginal e cesariana e poderá indicar o melhor caminho, priorizando sempre a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.
Se informe, pesquise, tire todas as suas dúvidas com a sua equipe médica e escolha com consciência o que é melhor para você e para o seu filho.
Caso você queira ter um acompanhamento humanizado, agende uma consulta comigo através do WhatsApp.
Será um prazer estar ao seu lado nesse momento especial.
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Dra Marina Mariz
Ginecologista e Obstetra
Defensora do Parto Humanizado
Especialista em Gestação de Alto Risco
Uma das Fundadoras da Casa Perinatal
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