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ToggleA amamentação é um dos momentos mais esperados pelas mães. É uma forma de nutrir e criar vínculo com o bebê ao mesmo tempo. No entanto, nem sempre a amamentação é tão fácil quanto parece. Muitas mulheres enfrentam dificuldades e dores durante o processo de amamentação. Neste artigo, vamos falar sobre as dores e delícias do processo de amamentação e dar dicas valiosas para ajudar as mães a terem sucesso nesse momento tão importante.
Os desafios da amamentação
Amamentar não é tão fácil quanto parece. Existem inúmeros desafios que as mães enfrentam durante o processo de amamentação, como:
- Dificuldade na pega: O bebê pode não conseguir pegar o mamilo direito e acabar machucando a mamãe. Isso pode causar dor e desconforto durante as mamadas.
- Produção excessiva de leite: Algumas mães podem produzir muito leite, o que pode deixar a mama dura e difícil para o bebê fazer a pega correta. Isso pode causar dor, inflamação e até mesmo mastite.
- Bico do peito sensível: O bico do peito é uma região sensível e pode acabar machucando ou sangrando no começo da amamentação.
- Noites mal dormidas: O bebê precisa ser alimentado várias vezes durante a noite, o que pode deixar a mãe cansada e estressada.
Apesar desses desafios, é importante lembrar que a amamentação é muito importante para a saúde e bem-estar do bebê e da mãe. O leite materno é o alimento mais perfeito e sagrado do mundo e deve ser oferecido ao bebê pelo maior tempo possível.
Dicas para ter sucesso na amamentação
Para ajudar as mães a enfrentarem os desafios da amamentação, aqui vão algumas dicas valiosas:
- Posicionamento correto: O bebê deve ser posicionado de frente para o peito, para não precisar torcer o pescoço. Uma almofada por baixo dele pode ajudar a encontrar uma posição mais confortável para ambos.
- Pega correta: O recém-nascido precisa abrir bem a boca para abocanhar toda a aréola do seio. Se ele pegar só o bico, não vai conseguir tirar o leite e ainda pode machucar a mãe. Duas ações podem ajudar na pega correta: molhar o bico e a auréola com algumas gotas do leite antes de oferecer o peito e puxar com delicadeza o queixo do bebê para baixo na hora em que ele for abocanhar.
- Massagem nos seios: Fazer massagem nos seios antes da amamentação pode ajudar a estimular a produção de leite e deixar o seio mais macio e fácil para o bebê fazer a pega correta.
- Buscar ajuda: Quase toda mulher tem dúvidas e dificuldades durante a amamentação. Buscar ajuda de um profissional ou de grupos de apoio pode ser fundamental para ter sucesso nesse momento.
No meu acompanhamento de pré-natal e parto, todas as minhas pacientes recebem o apoio de uma consultora de amamentação. Afinal, sei o quanto a amamentação é desafiadora e o quanto é importante!
Por falar nisso, vamos conhecer um pouco desta importância e dos benefícios da amamentação para a mãe e para o bebê?
Benefícios da amamentação
São muitos os benefícios da amamentação, tanto para a mãe quanto para o bebê. Vamos conhecer alguns deles:
Benefícios para a mãe
- Fortalece o laço entre mãe e bebê, o que pode reduzir a chance de depressão pós-parto.
- Ajuda o útero a voltar mais rápido ao seu tamanho original, reduzindo sangramentos no pós-parto e evitando problemas como anemia materna.
- Reduz o risco de câncer de mama, ovário e endométrio.
- Acelera a perda de peso.
- Protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto.
Benefícios para o bebê
- Tem todos os nutrientes que o bebê precisa, não sendo necessário oferecer água até os 6 meses de idade.
- Protege contra doenças, pois possui anticorpos.
- Evita problemas na formação dos dentes do bebê.
- Propicia o desenvolvimento correto do bebê, já que é um alimento perfeitamente balanceado e rico.
- Proporciona maior contato com a mãe.
- Melhora a digestão e minimiza as cólicas.
- Desenvolve a inteligência quanto maior o tempo de amamentação.
- Reduz o risco de doenças alérgicas.
- Diminui as chances de desenvolver doença de Crohn e linfoma.
- Estimula e fortalece a arcada dentária.
Além desses benefícios, a amamentação também diminui o risco de morte de crianças amamentadas exclusivamente até os 6 meses.
O risco é 41% menor do que o de crianças em aleitamento materno predominante, que é quando, além do leite, o bebê é alimentado com água ou bebidas à base de água. Já em relação às crianças em aleitamento materno parcial, ou seja, que recebem outros tipos de leite além do da mãe, a ameaça é 78% menor, e 88% quando comparada aos bebês que não são amamentados.
Estudos também relacionam a amamentação exclusiva até os 6 meses do bebê com o aumento da sua inteligência, situação financeira no futuro, e a prevenção de várias doenças, inclusive a leucemia.
Conclusão
A amamentação é um momento importante e único na vida da mãe e do bebê. Apesar dos desafios e dores, é importante lembrar que é possível superá-los e ter uma experiência positiva na amamentação.
Buscar ajuda, seguir as dicas de posicionamento e pega correta e cuidar da saúde do seio são algumas das formas de superar os desafios da amamentação e tornar esse momento ainda mais especial.
Lembre-se sempre: amamentar é um ato de amor e resistência.
Dra Marina Mariz
Ginecologista e Obstetra
Defensora do Parto Humanizado
Especialista em Gestação de Alto Risco
Uma das Fundadoras da Casa Perinatal
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